
Nem um dia, nem qualquer bom-dia, nem estrela ou brilho ou qualquer magia, nem uma fatia do seu alimento, nem o que agüento, nem o que eu invento pode transformar o que não tem sentido, o que é só vestido ou reinvestido em qualquer feitiço, ou poder mestiço, ou quem sabe é vício, precipício ou nada.
Um pedaço de qualquer palavra, de qualquer pedaço de qualquer sentença, de qualquer poema de qualquer compêndio que verse sobre o amor, não dispara ou para o universo, nem repara o incerto, nem prepara um verso, nem compara o que pode ser certo ou não. Você nem sabe ao certo o que tenho no meu coração.
Nem a forma errada de se amar sem forma, não deforma ou torna a busca mais segura, nem a cara dura, nem a amargura, nem a maior ternura, nem uma aventura, nem um dia escuro, nem mesmo o futuro, nem seu esconjuro, juro e asseguro, não saberá decifrar o meu amor.
Meu amor tão certo, como que liberto, tal ardor decerto esplendor, coberto pela paz que busco no clamor tão brusco das manhãs insossas, ou no lusco-fusco dessas suas coxas, não me dê com as costas, não quero respostas, quero só amar.
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