A minha alma canta e não é só pelo meu Rio de Janeiro...
Esta minha terra que me encanta e me ensina a dança de festejar!
A minha alma canta pela teimosia de rimar notas e palavras,
engasgadas dentro do peito, esperando a hora de gritar!
Ai, canções de me entregar!
E esse cheiro leve que me recordo agora,
tantas horas distante do meu ar...
Me sufoco sem sua pele!
E canto sonatas sem luar!
(Cassia Portugal)
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
FESTA
Brinquedo de festa... é cantar seresta junto com a multidão!
Eu, que sou menina,
desde que minha alma entendeu esta sina,
de ser poeta e cantadora,
que me enfeito de flor !
Pra cantar o amor, e recitar um verso...
Um contrasenso : todo o Universo nem sabe o que penso
e de repente já falo o mundo inteiro!
Brinco de festejar : essa coisa de soltar a voz e poetar
entre notas e amigos!
(Cassia Portugal)
DIA 21 DE AGOSTO, NOS ENCONTRAMOS NA 20a. BIENAL DE SÃO PAULO!!!
ESTANDE DA ED. SCORTECCI
DE 16H30 À 18H
Eu, que sou menina,
desde que minha alma entendeu esta sina,
de ser poeta e cantadora,
que me enfeito de flor !
Pra cantar o amor, e recitar um verso...
Um contrasenso : todo o Universo nem sabe o que penso
e de repente já falo o mundo inteiro!
Brinco de festejar : essa coisa de soltar a voz e poetar
entre notas e amigos!
(Cassia Portugal)
DIA 21 DE AGOSTO, NOS ENCONTRAMOS NA 20a. BIENAL DE SÃO PAULO!!!
ESTANDE DA ED. SCORTECCI
DE 16H30 À 18H
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Meu amor (Cassia Portugal)
O que dizer do meu amor, que dança, me enlaça e se esparrama, me domina entre os olhos e seus cheiros delicados, penetrantes, arriscados?
O meu amor é etéreo e sem razão, só existe por teimosia, pois eu sempre corri do laço, e ele me aprisiona entre canções !
O que dizer do que afaga este músculo pulsante, que me mantém viva, mesmo que quase sem raciocínio, em puro fascínio, em êxtase e profusão?
Não sei explicar fogo e falta de ar, cadência, clemência, indecência, o riso oculto, e seu vulto na minha retina.
Tento fazer ver o que não consigo desenhar : o pensamento solto na paisagem que emoldura suas mãos, e a silhueta de seus lábios crescendo de encontro aos meus... Zeus, a me buscar com seu cetro e malícia... Como descrever a delícia de voar solta no chão?
Queria fazer entender que o som da sua exalação é canto de ninar, canto de acordar, canto de querer amar.
E eu aqui, quietinha no meu canto, só agradeço: sua pele e seu sorriso.
O meu amor é etéreo e sem razão, só existe por teimosia, pois eu sempre corri do laço, e ele me aprisiona entre canções !
O que dizer do que afaga este músculo pulsante, que me mantém viva, mesmo que quase sem raciocínio, em puro fascínio, em êxtase e profusão?
Não sei explicar fogo e falta de ar, cadência, clemência, indecência, o riso oculto, e seu vulto na minha retina.
Tento fazer ver o que não consigo desenhar : o pensamento solto na paisagem que emoldura suas mãos, e a silhueta de seus lábios crescendo de encontro aos meus... Zeus, a me buscar com seu cetro e malícia... Como descrever a delícia de voar solta no chão?
Queria fazer entender que o som da sua exalação é canto de ninar, canto de acordar, canto de querer amar.
E eu aqui, quietinha no meu canto, só agradeço: sua pele e seu sorriso.
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