
Não desisto de você, seria como desistir de mim mesma.
Não desisto de ver seus olhos me fitarem na tarde chuvosa e me fazerem sentir calor e estremecimento.
Não desisto de ouvir o silêncio junto consigo, quando as palavras soariam tolas e desnecessárias.
Por vezes, entendia obrigatória uma palavra no ar...
Quando o maior dos ouros se encontra no som da nossa respiração tão próxima, quase em vozes.
Amo ouvir o seu nada! Mesmo quando espero respostas.
Não desisto de brigar, teimar, subir em chamas, quando você não ouve sem querer, ou ouve e reclama.
Que falta me faz o barulho do estribilho que você sempre canta quando quer me convencer!
Parece brinquedo de menino, doce e forte, espontâneo, jogo de sorte ou azar, lançado só pra ver onde vai dar.
Não desisto de juntar pequeninas coisas que me encantam e distraem :
roupas jogadas nos cantos, papéis espalhados pela casa, a louça empilhada por preguiça, sinais de que você existe!
O que seria de mim sem este milagre, de você na minha rede, quase em suspiros adormecidos ?
E eu vejo sua face tão bonita, e sinto que fui acarinhada por Deus por poder viver este momento.
Não desisto de ser o seu tormento e a sua paz,
Pois os dias não são iguais, e nem eu, nem você, poderíamos ser a todo momento.
Não desisto de ficar calada quando o açoite lhe atormenta, vindo de sua angústia, ou sua raiva, cansado da luta injusta dos dias,
E após o turvo descarrego, lhe abrigar no aconchego dos meus braços e embalar o seu sossego.
Não desisto deste meu apego.
Não desisto de fazer imperar o meu querer porque o meu querer é você,
e a minha voz é pra lhe encantar e o meu sorriso é pra lhe alegrar toda manhã.
Não resisto a ser seu brinquedo preferido, que você usa e abusa,
Depois guarda como um tesouro, pra que esteja lá, hoje e amanhã.
Não desisto de tentar lhe convencer do meu amor, mesmo que o saibas de cor.
Não desisto de lhe perguntar o quanto me ama, mesmo que seja dito todo dia.
É que me alimento desta canção, de sua voz a me falar entre sussurros ou risadas.
Não desisto de procurar pelo seu sorriso, mesmo em dias de trovoadas!
Não desisto de esperar calmamente, a hora em que você está despido de resguardes,
e que só após a travessia de sua própria tempestade, você possa me dar um pouco do seu tempo,
pois a calmaria em nossos passos, é alimento, riqueza, e sempre volta em êxtase!
Melhor esperar tranqüila pelo seu beijo, que morrer à míngua, aflita de desejo.
Não desisto quando o cinza impera... Ele é a suavidade da total negra escuridão.
Ainda há alguma claridade submersa.
Não desisto de ser teimosa e insistente. Quero a vida e dela não desisto.
Perante a dor eu permaneço reticente.
E nesta inércia de não lutar pelo absurdo, espero orgulhosa pelo dia claro que vem depois do escuro.E nele sempre acordo em seu abraço, meu porto, meu escudo.
Não desisto de ver seus olhos me fitarem na tarde chuvosa e me fazerem sentir calor e estremecimento.
Não desisto de ouvir o silêncio junto consigo, quando as palavras soariam tolas e desnecessárias.
Por vezes, entendia obrigatória uma palavra no ar...
Quando o maior dos ouros se encontra no som da nossa respiração tão próxima, quase em vozes.
Amo ouvir o seu nada! Mesmo quando espero respostas.
Não desisto de brigar, teimar, subir em chamas, quando você não ouve sem querer, ou ouve e reclama.
Que falta me faz o barulho do estribilho que você sempre canta quando quer me convencer!
Parece brinquedo de menino, doce e forte, espontâneo, jogo de sorte ou azar, lançado só pra ver onde vai dar.
Não desisto de juntar pequeninas coisas que me encantam e distraem :
roupas jogadas nos cantos, papéis espalhados pela casa, a louça empilhada por preguiça, sinais de que você existe!
O que seria de mim sem este milagre, de você na minha rede, quase em suspiros adormecidos ?
E eu vejo sua face tão bonita, e sinto que fui acarinhada por Deus por poder viver este momento.
Não desisto de ser o seu tormento e a sua paz,
Pois os dias não são iguais, e nem eu, nem você, poderíamos ser a todo momento.
Não desisto de ficar calada quando o açoite lhe atormenta, vindo de sua angústia, ou sua raiva, cansado da luta injusta dos dias,
E após o turvo descarrego, lhe abrigar no aconchego dos meus braços e embalar o seu sossego.
Não desisto deste meu apego.
Não desisto de fazer imperar o meu querer porque o meu querer é você,
e a minha voz é pra lhe encantar e o meu sorriso é pra lhe alegrar toda manhã.
Não resisto a ser seu brinquedo preferido, que você usa e abusa,
Depois guarda como um tesouro, pra que esteja lá, hoje e amanhã.
Não desisto de tentar lhe convencer do meu amor, mesmo que o saibas de cor.
Não desisto de lhe perguntar o quanto me ama, mesmo que seja dito todo dia.
É que me alimento desta canção, de sua voz a me falar entre sussurros ou risadas.
Não desisto de procurar pelo seu sorriso, mesmo em dias de trovoadas!
Não desisto de esperar calmamente, a hora em que você está despido de resguardes,
e que só após a travessia de sua própria tempestade, você possa me dar um pouco do seu tempo,
pois a calmaria em nossos passos, é alimento, riqueza, e sempre volta em êxtase!
Melhor esperar tranqüila pelo seu beijo, que morrer à míngua, aflita de desejo.
Não desisto quando o cinza impera... Ele é a suavidade da total negra escuridão.
Ainda há alguma claridade submersa.
Não desisto de ser teimosa e insistente. Quero a vida e dela não desisto.
Perante a dor eu permaneço reticente.
E nesta inércia de não lutar pelo absurdo, espero orgulhosa pelo dia claro que vem depois do escuro.E nele sempre acordo em seu abraço, meu porto, meu escudo.
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