O que dizer do meu amor, que dança, me enlaça e se esparrama, me domina entre os olhos e seus cheiros delicados, penetrantes, arriscados?
O meu amor é etéreo e sem razão, só existe por teimosia, pois eu sempre corri do laço, e ele me aprisiona entre canções !
O que dizer do que afaga este músculo pulsante, que me mantém viva, mesmo que quase sem raciocínio, em puro fascínio, em êxtase e profusão?
Não sei explicar fogo e falta de ar, cadência, clemência, indecência, o riso oculto, e seu vulto na minha retina.
Tento fazer ver o que não consigo desenhar : o pensamento solto na paisagem que emoldura suas mãos, e a silhueta de seus lábios crescendo de encontro aos meus... Zeus, a me buscar com seu cetro e malícia... Como descrever a delícia de voar solta no chão?
Queria fazer entender que o som da sua exalação é canto de ninar, canto de acordar, canto de querer amar.
E eu aqui, quietinha no meu canto, só agradeço: sua pele e seu sorriso.
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