É feito um corte, frio e agudo.
Me desce a lâmina que arrepia e me faz gueixa,
E que deixa: sexo, olhos, boca, mão,
Todos alertas e afoitos querendo chegar primeiro.
Mela a alma, como molha a pele,
Vela a morte do passado que esqueço,
Sem endereço, sem medo ou referencia,
Meu apelo é só querência,
Meu desejo: sem segredos.
Que esta lâmina me faça em retalhos,
E o frio que me percorre
Me transporte aos montes onde a brisa sopre
Serena e constante
Sedenta, amante,
Sugando o beijo do tempo
Pra que nunca acabe!
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